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O escritor vive.
Ninguém é escritor das oito ao meio-dia e das duas às seis.
Quem é poeta é poeta sempre, e se vê continuamente assaltado pela poesia. Assim como o pintor é assediado pelas cores e pelas formas, assim como o músico se sente procurado pelo estranho mundo dos sons (o mundo mais estranho das artes), o escritor deve pensar que tudo é argila, com que fará da miserável circunstância de nossa vida alguma coisa que possa aspirar à eternidade.
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Jorge Luis Borges .
buscando apresentar as futilidades e vanidades que passam por baixo de nossas peles sujas de oxigênio.
domingo, 11 de março de 2007
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Um comentário:
Muy bueno "o escritor", valeu pela presença.
abrx
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