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O que não tenho e desejo
É que melhor me enriquece
Tive uns dinheiros – perdi–os...
Tive amores – esqueci–os
Mas no maior desespero.
Rezei: ganhei essa prece.
Vi terras da minha terra.
Por outras terras andei.
Mas o que ficou marcado.
No meu olhar fatigado,
foram terras que inventei.
Gosto muito de crianças:
não tive um filho de meu.
Um filho!...
Não foi de jeito...
Mas trago dentro do peito
Meu filho que não nasceu.
Criou-me, desde eu menino,
para arquiteto meu pai.
Foi – se um dia a saúde...
Fiz–me arquiteto?
Não pude!
Sou poeta menor,
perdoai!
Não faço versos de guerra
não faço porque não sei.
Mas num torpedo-suicidadarei de bom grado a vida
na luta em que não lutei!
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Manuel Bandeira.
Pra encerrar o mês de poemas de terceiros. (e que terceiros!)
buscando apresentar as futilidades e vanidades que passam por baixo de nossas peles sujas de oxigênio.
quinta-feira, 29 de março de 2007
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