Só gosto de idéias natas!
como podem ver, minha criatividade está se esvaindo. Então, nesse mês de março colocarei poemas de terceiros no meu blog, porém, os melhores poemas.
Abraço a todos os não-visitantes.
buscando apresentar as futilidades e vanidades que passam por baixo de nossas peles sujas de oxigênio.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Da junção de letras.
-
Preciso ler.
Ler sobre nada, tudo.
Sobre árvore, fruto.
Deuses putos e,
Mudos.
Mas basta ler sem semântica,
Junte as palavras como quebra-cabeças desencaixados.
Elas são concretas,
ou não.
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Preciso ler.
Ler sobre nada, tudo.
Sobre árvore, fruto.
Deuses putos e,
Mudos.
Mas basta ler sem semântica,
Junte as palavras como quebra-cabeças desencaixados.
Elas são concretas,
ou não.
-
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Diálogo do mestre amoroso
-
-Qual o sentido?
-Não tem.
-O objetivo?
-Não tem.
-Porque?
-Não tem.
-O que faço?
-...corre e gorfa!
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-Qual o sentido?
-Não tem.
-O objetivo?
-Não tem.
-Porque?
-Não tem.
-O que faço?
-...corre e gorfa!
-
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
Pré-modernos
-
Na faculdade, o tudo e o agora.
Os pós-modernos;
Em casa, a volta ao clássico.
Os renascentistas;
Na balada, o mundo individual.
Os românticos;
Nas ruas, a busca incessante.
A revolução industrial;
No povo, o circo e o pão.
A idade média;
Ando classificando tudo pelas eras,
Pelas formas de evolução,
Pena é ver que a maioria ainda está
Na pré-história.
-
Na faculdade, o tudo e o agora.
Os pós-modernos;
Em casa, a volta ao clássico.
Os renascentistas;
Na balada, o mundo individual.
Os românticos;
Nas ruas, a busca incessante.
A revolução industrial;
No povo, o circo e o pão.
A idade média;
Ando classificando tudo pelas eras,
Pelas formas de evolução,
Pena é ver que a maioria ainda está
Na pré-história.
-
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
Saudoso presente.
-
Façamos de hoje,
O ontem mais próximo.
Esperançoso conformismo.
Hoje me encherei pra esvaziar,
Como antes fora,
Em tempos que os olhos ainda brilhavam.
Pois de hoje em diante,
Cegarei-me,
Apenas tateando o que vier.
-
Façamos de hoje,
O ontem mais próximo.
Esperançoso conformismo.
Hoje me encherei pra esvaziar,
Como antes fora,
Em tempos que os olhos ainda brilhavam.
Pois de hoje em diante,
Cegarei-me,
Apenas tateando o que vier.
-
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
For friends.
-
Colegas vêm e vão,
Isso é vão!
Amigos vêm, ficam e vão,
e com eles meu coração.
-
Puta que pariu, meus amigos estão indo.
Basei e Lucas, nem sei oq falar, só o sentir me cala o pesar.
Irmãos, tudo de bom. E muita água ainda está por rolar!
bjos.
Colegas vêm e vão,
Isso é vão!
Amigos vêm, ficam e vão,
e com eles meu coração.
-
Puta que pariu, meus amigos estão indo.
Basei e Lucas, nem sei oq falar, só o sentir me cala o pesar.
Irmãos, tudo de bom. E muita água ainda está por rolar!
bjos.
Recriação
-
Por onde andam os bois quando não estamos?
Por onde passam?
Pela lateral?
Não passam?
Eles hão de passar.
Eles existem, pois eu existo,
Eu os criei e recriei.
Eles que não me criem!
Mato-os e como,
Numa churrascada
Celebrando o nada.
-
Por onde andam os bois quando não estamos?
Por onde passam?
Pela lateral?
Não passam?
Eles hão de passar.
Eles existem, pois eu existo,
Eu os criei e recriei.
Eles que não me criem!
Mato-os e como,
Numa churrascada
Celebrando o nada.
-
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Sobre o extinto coelho branco.
Não. Não tenho mais objetivos de vida, não tenho mais brilho nos olhos.
O único e tangível sonho que tivéra em toda minha vida, seria o de ver uma sociedade justa, sem preconceitos, com virtudes e verdades, sem essa urgência toda em estar mais na moda, ser mais popular, ser mais "visionário", ter o melhor carro e todas essas efemeridades . Mas ando me perguntando o que viria depois dessa utopia: Um mundo perfeito?
Não sei, mas valeria a pena ver isso de perto. Pena que já deixei de crer em meus cunhões heróicos.
O único e tangível sonho que tivéra em toda minha vida, seria o de ver uma sociedade justa, sem preconceitos, com virtudes e verdades, sem essa urgência toda em estar mais na moda, ser mais popular, ser mais "visionário", ter o melhor carro e todas essas efemeridades . Mas ando me perguntando o que viria depois dessa utopia: Um mundo perfeito?
Não sei, mas valeria a pena ver isso de perto. Pena que já deixei de crer em meus cunhões heróicos.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
Sanatório formal.
-
Poeta é médico, e paciente.
É analista, e analisado.
É letra e é inconseqüente.
Dizem que são Deuses,
Ou loucos,
Ás vezes,
Pra sempre.
Ou tudo,
Ou nada.
Mas poeta mesmo,
É aquele que acredita no poeta.
-
Poeta é médico, e paciente.
É analista, e analisado.
É letra e é inconseqüente.
Dizem que são Deuses,
Ou loucos,
Ás vezes,
Pra sempre.
Ou tudo,
Ou nada.
Mas poeta mesmo,
É aquele que acredita no poeta.
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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Fino fumo
-
É insignificante, mas queima,
É ultrajante, mas tem glamour,
É fulgaz, mas é vida.
Queremos mostrar o desprezo para com ela,
Queremos nos matar,
Nos mostrar.
Enfim, ser.
Quero morrer,
mas já estou,
Quero viver,
Como breve brasa.
Até a ultima cinza,
Queima,
O cadáver de existir.
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É insignificante, mas queima,
É ultrajante, mas tem glamour,
É fulgaz, mas é vida.
Queremos mostrar o desprezo para com ela,
Queremos nos matar,
Nos mostrar.
Enfim, ser.
Quero morrer,
mas já estou,
Quero viver,
Como breve brasa.
Até a ultima cinza,
Queima,
O cadáver de existir.
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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Feijoada
-
Correr atrás do porco
Ninguém quer,
...Mas e o jantar?
Insistem na bisteca,
E acabam com os miúdos.
E eu que só queria um pé de alface?
-
Correr atrás do porco
Ninguém quer,
...Mas e o jantar?
Insistem na bisteca,
E acabam com os miúdos.
E eu que só queria um pé de alface?
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sábado, 3 de fevereiro de 2007
Desalado
-
Paralisado,
Mas não estou fixado.
Drummond, Barros, Lispector e...
Seres quem com as mãos me tiram o chão.
Mas ainda é vão.
Abre-se o vão,
D'onde não aprendi a fixar.
Não tenho asas,
Mas fico a flutuar,
Bravo!
No vão,
Que com minhas mãos também cavo.
Paralisado,
Mas não estou fixado.
Drummond, Barros, Lispector e...
Seres quem com as mãos me tiram o chão.
Mas ainda é vão.
Abre-se o vão,
D'onde não aprendi a fixar.
Não tenho asas,
Mas fico a flutuar,
Bravo!
No vão,
Que com minhas mãos também cavo.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Bordel

Estou de frente pro tabuleiro,
Não sei se jogo,
Não sei se quebro.
Ele parece inquebrável.
Já mexi algumas peças,
Mas meu orgasmo está em quebrar.
Posso usá-lo de cinzeiro,
Apoio de garrafas,
Mas não estaria satisfeito.
Ah! Joguei um ácido,
Deu que ia derreter,
Mas se regenerou.
Há inúmeras possibilidades:
Ser árvore,
Ser deputado,
Ser humano.
A única pseudo-liberdade que terás, está nessa escolha.
Mas lembre-se:
É seu único e insubstituível tabuleiro.
As peças são pesadas e o adversário impiedoso.
Pra vencer é preciso ambição.
A derrota é pior que pode acontecer.
Se quiseres tentar e for derrotado,
O tempo não será suficiente para a recomposição de peças.
Poderás ficar como seus pais.
Podem apenas rejeitá-lo, sim!
Ficar de lado, de costas,
Podem se levantar e falar para os outros jogadores desistirem,
Ainda acreditam em seus bagos heróicos?
Posso jogar, e até vencer,
Mas ainda não estou frio e cego o suficiente.
Só quero que todos joguem,
Não, é mentira!
Quero que ninguém jogue.
Mas a jogatina está na mesa,
As cafetinas a sua volta,
E nem todos podem estar no bordel essa noite.
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