-
Ele nasceu e só queria mostrar o quão vermelho, espaçoso e palpitante é.
Alguém riu.
Já não queria mais mostrá-lo.
Isso não tinha valor.
Já estava envolto por vulcões super-ativos e descontrolados,
Jorrando e explodindo em lavas; Era quente.
Já não ousava mais ─ Só perdia o seu calor em lugares cada vez mais frios.
Invernou-se e desatou a hibernar.
Formou-se uma crosta almagamada.
Ele o escondia. ─ Estava petrificado.
Poucas condições de sobrevivência eram dispostas.
Enfim, esvaziou-se.
Ele Andava; Um universo flanando a esmo entre as outras galáxias, sem vida.
Lembra-se apenas que entrou em um buraco negro contra vontade,
Bombardeado por chuvas de meteoro que o atingiam em cheio.
Com eles vinham porções de vida extraterrena não antes conhecida.
Todos o atingiram. Apenas um o acertou.
Vira sua crosta se partindo em duas e voando pelos ares infindáveis.
Ali ele se mostrara como no princípio: Vermelho, espaçoso e palpitante, apesar de cansado.
Já não tinha a mesma vitalidade e brilho de quando nasceu,
Mas agora aquele meteoro que o acertou se instalara em seu solo, criando ali raízes fortes e fecundas, enchendo de vida aquele morno e renovado espaço, onde até algumas rosas se arriscam brotar à essência, ao sentido, ao calor, à busca, à consciência... Ao amor.
Hoje já não sabe os porquês, não sabe por onde anda, não se lembra seu nome e sequer sabe quantas pessoas mantém vivas pelo calor de suas palpitações, mas já não pensa em morrer.
-
buscando apresentar as futilidades e vanidades que passam por baixo de nossas peles sujas de oxigênio.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Assinar:
Postagens (Atom)