buscando apresentar as futilidades e vanidades que passam por baixo de nossas peles sujas de oxigênio.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Demônio

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E se um dia um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse:" Esta vida, assim como a vives e sempre viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes, não haverá nela nada de novo!
Cada dor, cada pensamento, tudo que há de pequeno em tua vida há de retornar. Tudo, na mesma ordem e sequência. E, do mesmo modo, esse instante e eu próprio: o demônio. O eterno relógio da existência reiniciará outra vez a contagem do seu tempo, e do tempo das tuas desgraças.

Não te lançarias ao chão rangendo os dentes e amaldiçoando o demônio?
Não, não. Responderias medrosamente que nunca te disseram algo mais divino. Diga, nunca te disseram algo mais divino?

Mentirias que queres para sempre a tua própria desgraça?
Vê bem, se disseres que sim, estarás apenas piorando a eternidade.
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Nietzsche.

Um comentário:

Unknown disse...

o eterno retorno!

foda mano...estamos presos na eternidade...minhas palavras estão, seus atos, o dos outros... esse vento! o eterno retorno...